Inflação alta e preços administrados: o que dizem os dados?

As pessoas têm todo o direito de ter visões de mundo distintas e de comprar mais algumas teorias do que outras. O que não podem é ter dados diferentes. O dado de inflação conhecido como IPCA é um só. Não existe ideologia em um dado.

Pois bem, em coluna recente na Folha de S.Paulo, a economista Laura Carvalho debate a política monetária no Brasil. Ela critica a postura conservadora do nosso Banco Central.

Embora não seja a visão defendida pelo Porque.com.br, consideramos que esta é uma crítica honesta. Os juros reais estão muito altos e a atividade econômica, fraquinha, fraquinha.

Mas a crítica não deveria incluir informações sobre os dados que não sejam verdadeiras.

Laura Carvalho minimiza a inflação alta dos anos Dilma. Diz que aconteceu por causa de uma acelerada na alta dos preços administrados – como são preços predeterminados em contratos, entende Laura, não seriam afetados pela taxa Selic.

De fato, preços administrados não são diretamente afetados pela Selic. Mas o são, sim, indiretamente, já que a Selic afeta preços que determinarão, futuramente, a revisão dos preços estabelecidos em contrato.

Talvez ainda mais importante: NÃO é verdade que a inflação só foi elevada dentro desse grupo específico. Ela foi muita alta nos itens não administrados também.

A inflação somente dos chamados preços livres descolou absurdamente da meta de 4,5% ao ano, chegando aos 9% — como mostra o gráfico abaixo.

preços livres

É um fato, um dado concreto. E contra fatos não deveria haver argumentos...

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