Por que é má ideia elevar a meta de inflação?

A inflação fecha 2015 acima de 10% neste ano e, na expectativa de muitos, ficará acima do teto da meta de 6,5% ao ano em 2016. Já podemos ouvir por aí propostas de um amolecimento da meta. Hoje, o centro da meta é de 4,5% ao ano; há quem defenda uma meta de 5,5% para a inflação em 2016.

Essa é uma má ideia. Tão má como anos atrás, quando o centro da meta de 4,5% foi mantido, em vez de reduzido para 3% ao ano – como é prática em países emergentes que, aliás, crescem mais que o Brasil.

O efeito direto de se aumentar a meta de inflação é aumentar as expectativas de inflação das pessoas.

Se o João acha que a inflação em 2016 vai ser de 7% ao ano, apesar de a meta de inflação ser de 4,5% e o Banco Central em perseguir esse objetivo, então imagine se subirem a meta. Se ela for elevada, João vai também elevar sua expectativa de inflação. Além do mais, com uma meta mais baixa, o Banco Central não vai precisar se empenhar tanto.

Assim como o João, o Diógenes, o Evaldo e a Marieta farão o mesmo. E o Alberto, a Vânia e o Hildegard. E o Raimundo também. Enfim, as negociações salariais passarão a incorporar uma expectativa de inflação mais alta.

Mas não para aí.

Como uma meta mais elevada para a inflação permite que o Banco Central seja mais molenga, o dólar ficaria mais caro e puxaria para cima o preço dos importados. Isso, por sua vez, alimentaria ainda mais a inflação.

Assim, podemos nos encontrar em uma situação ainda pior. Teríamos uma meta de inflação mais elevada, mas ainda assim seriamos incapazes de cumpri-la.

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