Por que nos comportamos como manada?

Mais um sábado à noite e, novamente, sou o motorista de meu filho adolescente. Desta vez ele vai jantar num restaurante indiano descolado, num confim desconhecido da metrópole – um daqueles endereços que só com o Waze são encontrados.

Ele desce do carro. Encontra os amigos e cá estou, fazendo hora para pegá-lo; penso em aproveitar para ler artigos sobre a alavancagem dos bancos de investimento – por cinco minutos, pelo menos...

Como não quero perder a vaga na rua, desço do carro e procuro um restaurante ou café para sentar e ver o tempo passar.

De um lado da rua, há um restaurante italiano, com a fachada pintada com as cores do Palestra Itália. Vazio.  Do outro lado, uma padaria/restaurante ainda mais descolada que o restaurante indiano onde deixei o adolescente. Uma fila longa.

A escolha entre os dois é fácil.

Entro na fila. Junto-me à manada. Como não tenho informação sobre a qualidade dos restaurantes, sigo a decisão dos outros clientes: o lugar com as filas mais longas é provavelmente o melhor!

Este é um comportamento comum entre consumidores. Não temos tempo ou capacidade de inferir a qualidade de tudo que compramos. Então vemos no comprimento das filas um sinal da qualidade dos estabelecimentos.

Valeu a pena.

Sim, tive de esperar na fila. Para evitar o assédio dos leitores desse blog, me escondi atrás um artigo sobre intermediação financeira e amarrei a cara. Mas quando chegou a minha vez... sentei-me ao balcão e me deleitei.

 

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