A pós-verdade e a reforma da Previdência

a pós verdade e a reforma da previdência

Um das maiores desafios dos tempos modernos é a pós-verdade. Em um mundo com fontes múltiplas de informação, distribuindo fatos contraditórios, não é fácil saber o que é verdade e o que é mentira.

O debate sobre a reforma da Previdência é um exemplo.

De um lado, economistas do governo e muitos de partidos de oposição explicam para a população a necessidade de reformar a Previdência. Mostram quem são os brasileiros que vão perder com a reforma.

Se você segue este blog,  já deve saber que sem reformar a Previdência, o Brasil vai ter que cortar gastos na saúde, na educação e em todas as outras linhas do orçamento, porque os gastos previdenciários estão explodindo.

Quem segue o Por Quê? também já deve saber que o Brasil já gasta muito com pensões e aposentadorias apesar de nossa população ainda ser jovem; que as pensões e aposentadorias que o Brasil paga são em geral excessivamente generosas, em particular as pensões por morte; que brasileiros se aposentam relativamente cedo;  que nossos servidores públicos, em particular aqueles de carreiras de elite, são privilegiados por salários mais altos dos que os que obteriam no mercado,  além de gozarem de estabilidade de emprego e de aposentadorias polpudas.

São fatos inescapáveis. Mas pelas redes sociais as narrativas dizem o contrário.

Basta fuçar alguns minutos no Facebook e encontramos teorias de que a reforma da Previdência é desnecessária. Que ela irá afetar os mais pobres. Ou até que não existem desequilíbrios entre a receita e despesas (!) com aposentadorias e pensões.

Usando uma linguagem sincera e direta: ISSO TUDO É MEN-TI-RA.

E já que é para sermos sinceros e diretos: são mentiras proferidas por grupos que defendem seus próprios interesses contra os interesses da vasta maioria da população, rifando o futuro de nossos filhos e netos.

A realidade é que a reforma da Previdência, conforme dados do economista Pedro Nery - veja aqui - afeta apenas uma parcela dos trabalhadores, em geral, entre os mais ricos – homens que se aposentam por tempo de serviço antes de atingir os 55 anos de idade, servidores públicos, mulheres que aposentam por idade e aqueles que acumulam de pensão por morte e aposentadoria acima de dois salários mínimos.

A reforma da Previdência não prejudica os pobres. Ela permite que os gastos com saúde, educação, segurança pública e investimentos em infraestrutura, como no saneamento, não sejam comprimidos —  o que beneficia ricos e pobres, o Brasil.

 



 
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